UNITA exige assistência aos feridos após suposta violência policial durante funeral no Cazombo – Correio da Kianda
A UNITA no Moxico Leste exige que as autoridades prestem assistência médica e medicamentosa às pessoas que, segundo o partido, ficaram feridas durante a interrupção das exéquias do príncipe Chinunki Munkanda Nkunda, no município do Cazombo.
Num comunicado divulgado esta segunda-feira, 24, o Secretariado Provincial da UNITA afirma que o funeral foi interrompido pela Polícia Nacional e denuncia o uso de armas de fogo e gás lacrimogéneo para dispersar os participantes.
Segundo o partido, a intervenção policial ocorreu por volta das 10h30, durante as cerimónias fúnebres, e terá provocado feridos entre familiares, membros da Corte do povo Lunda Ndembu e outros populares presentes no local.
A UNITA afirma ainda que, após a dispersão dos participantes, terão continuado as perseguições e os disparos contra pessoas ligadas à Corte e familiares do príncipe.
Perante a situação, o partido apela às autoridades para que garantam assistência médica e medicamentosa aos feridos e defende a responsabilização civil e criminal dos agentes que tenham efectuado os disparos, caso sejam confirmadas as acusações.
A UNITA no Moxico Leste considera excessivo o alegado uso da força contra a população que participava nas exéquias e defende o respeito pelas tradições e pela cultura dos povos.
O partido apela igualmente aos órgãos competentes para intervirem com vista a pôr termo à situação e evitar que a tensão afecte a vida dos moradores do Cazombo.
No comunicado, a UNITA afirma que a sua delegação de deputados deslocou-se ao Cazombo para prestar solidariedade à família enlutada e participar nas exéquias do príncipe, depois de ter recebido a comunicação oficial da Corte do povo Lunda Ndembu sobre o programa das cerimónias.
O partido rejeita, por outro lado, as informações que circulam nas redes sociais segundo as quais estaria a aproveitar politicamente o funeral.
Segundo a UNITA, os deputados presentes participaram nas cerimónias enquanto representantes do povo e por entenderem que deveriam prestar solidariedade à família e à Corte, à semelhança do que, segundo o partido, tem feito em ocasiões relacionadas com outros soberanos.
A UNITA reafirma que defende o diálogo e a reconciliação nacional e apela às autoridades para que encontrem uma solução para o conflito, salvaguardando a vida das pessoas e permitindo o regresso à normalidade no município.
As alegações sobre o uso de armas de fogo, gás lacrimogéneo, ferimentos e perseguições constam do comunicado da UNITA e carecem de confirmação independente.