Contrabandistas de combustíveis inovam rotas no Zaire e autoridades apelam ao envolvimento das comunidades – Correio da Kianda
Os contrabandistas de combustíveis na província do Zaire estão a adoptar novas técnicas e rotas de actuação para escapar à fiscalização das autoridades e garantir o transporte ilegal de derivados de petróleo para a República Democrática do Congo (RDC).
A prática, que representa perdas para os cofres do Estado e afecta a economia local, é realizada maioritariamente por cidadãos da RDC, com o alegado apoio de alguns cidadãos nacionais.
O governador provincial do Zaire, Adriano Mendes de Carvalho, reconhece que os níveis de contrabando registam uma redução na região fronteiriça, mas considera que o fenómeno continua a exigir medidas mais firmes e persistentes.
Segundo o governante, o combate ao contrabando não deve ficar limitado às forças de fiscalização, defendendo o envolvimento directo das comunidades locais.
“Face ao facto de o contrabando estrangular a economia local, o seu combate deve envolver a população da província”, afirmou.
Adriano Mendes de Carvalho considera que a participação das comunidades pode ser determinante para identificar e denunciar novas rotas, métodos e esquemas utilizados pelas redes de contrabando, que procuram adaptar-se às operações de fiscalização.
A província do Zaire possui uma extensa fronteira terrestre e fluvial com a RDC, condição que tem sido explorada para o escoamento ilegal de combustíveis subsidiados em Angola para o território congolês.
As autoridades provinciais têm reforçado as operações de patrulhamento e fiscalização nas zonas fronteiriças, mas admitem que a capacidade de adaptação das redes de contrabando continua a constituir um dos principais desafios para travar o fenómeno e proteger as receitas do Estado.