Atraso nas obras do Hospital Materno-Infantil preocupa Ministério da Saúde – Correio da Kianda
O atraso nas obras de construção do Hospital Materno-Infantil da Huíla está a preocupar o Ministério da Saúde, que determinou a revisão do cronograma da empreitada devido ao baixo nível de execução registado.
A ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, considerou lento o andamento dos trabalhos, que apresentam actualmente 43,6% de execução física, quando, para esta fase, deveriam estar próximos dos 90%.
A diferença representa um atraso de cerca de 49 pontos percentuais face ao nível de execução previsto, situação que levou a governante a exigir uma análise profunda do cronograma em conjunto com o empreiteiro e a fiscalização da obra.
“O nosso desejo é termos este hospital concluído até ao final do ano, mas ainda há muito por se fazer. Nós vamos trabalhar com o empreiteiro e com o fiscal, a fim de fazer uma análise profunda do cronograma e tomar as melhores decisões”, assegurou Sílvia Lutucuta.
Inicialmente, a conclusão da empreitada estava prevista para Outubro de 2026. Perante o atraso, o Ministério da Saúde pretende encontrar soluções que permitam acelerar os trabalhos e garantir a conclusão da unidade hospitalar até ao final do ano.
O Hospital Materno-Infantil está a ser construído na localidade de Eywa, no Lubango, numa área de 27.500 metros cúbicos. A infra-estrutura terá seis pisos, incluindo a cave, e capacidade para 200 camas.
A unidade contará com serviços de urgência, consultas externas, cirurgia, salas de trabalho de parto, cuidados intensivos neonatais, imagiologia, endoscopia, laboratório clínico e fisioterapia, além de áreas administrativas, acomodações e outros serviços de apoio.
Orçado em 123 milhões de euros, o projecto enquadra-se na política do Executivo de descentralização dos cuidados de saúde, com o objectivo de reforçar a assistência materno-infantil e melhorar a qualidade dos serviços prestados às populações da Huíla e de outras províncias da região sul.