Partido Liberal denuncia abandono social durante visita ao Sequele – Correio da Kianda
O Partido Liberal denuncia uma situação de abandono social no município do Sequele, província do Icolo e Bengo, onde afirma ter encontrado comunidades com dificuldades no acesso a serviços essenciais e condições básicas de vida.
A denúncia resulta de uma jornada de campo realizada recentemente pela formação política, com o objectivo de aproximar-se das comunidades e conhecer directamente os problemas enfrentados pela população.
Durante a visita, o vice-presidente do Partido Liberal, Daniel Pereira, afirmou ter constatado uma realidade marcada por fortes desigualdades sociais. O dirigente fala numa “grande segregação social”, com duas realidades distintas a coexistirem a poucos metros de distância.
Na zona visitada, estimada em mais de três mil habitantes, o partido diz ter identificado carências no acesso a serviços essenciais e considera insuficiente a resposta dada às necessidades da população.
Para Daniel Pereira, a ausência de intervenção pode agravar problemas que já afectam as famílias e aprofundar a vulnerabilidade social da comunidade.
“Há necessidade urgente de que se socorra estas populações das dificuldades que enfrentam no dia-a-dia”, alertou o dirigente.
Daniel Pereira considera ainda que, sem a criação de condições suficientes para responder aos problemas existentes, poderá aumentar a “desagregação” e a “desestruturação social das famílias”.
A visita do Partido Liberal ao Sequele acontece numa altura em que as formações políticas intensificam o trabalho de base e procuram aproximar-se das comunidades, tendo em vista as eleições gerais de 2027.
As condições de vida das populações, o acesso aos serviços básicos e as desigualdades sociais têm ganho espaço no discurso dos partidos da oposição, que procuram apresentar as dificuldades encontradas no terreno como reflexo dos problemas de governação.
No Sequele, o Partido Liberal defende que a situação exige respostas concretas e urgentes, sobretudo para as comunidades que continuam sem acesso adequado a serviços considerados essenciais.
A formação política pretende, assim, colocar as dificuldades encontradas no município no centro do debate político, numa altura em que os partidos começam a preparar o terreno para a disputa eleitoral de 2027.