João Lourenço testemunha acordo de 1,2 mil milhões de dólares entre RDC e Mota-Engil para modernizar o Corredor do Lobito – Correio da Kianda
O Presidente da República, João Lourenço, vai testemunhar hoje, em Kinshasa a assinatura de um acordo estratégico de grande impacto regional entre o Governo da República Democrática do Congo (RDC) e a Mota-Engil África. O projecto, avaliado em cerca de 1,2 mil milhões de dólares, visa a reabilitação e modernização da linha ferroviária Dilolo-Sakania, uma das principais vias férreas congolesas com impacto directo no desenvolvimento e expansão do Corredor do Lobito.
O memorando a ser assinado prevê o financiamento, reabilitação, modernização, exploração e manutenção da linha ferroviária que se estende por 1.004,5 quilómetros. Este troço crucial liga as regiões estratégicas de Dilolo, Kolwezi, Lubumbashi e Sakania, atravessando a principal zona de produção de cobre e cobalto da RDC. A iniciativa pretende não só modernizar a infraestrutura ferroviária do país vizinho, mas também optimizar o transporte de mercadorias e aumentar significativamente a capacidade de escoamento de minerais estratégicos para os mercados internacionais.
Este megaprojecto resulta de uma parceria público-privada entre o executivo da RDC e a construtora de direito angolano Mota-Engil África. O empreendimento conta com o importante suporte financeiro dos Estados Unidos da América, mobilizado através da International Development Finance Corporation (DFC). Para as autoridades de Kinshasa, a modernização desta linha férrea representa uma aposta estratégica decisiva para reduzir os custos e o tempo de transporte na região, reforçando a competitividade do sector mineiro e dinamizando o comércio transfronteiriço.
A presença do chefe de Estado angolano na cerimónia de assinatura em Kinshasa sublinha a dimensão geopolítica e económica que o projecto representa para Angola. O Executivo angolano tem no Corredor do Lobito uma das suas maiores apostas para acelerar a integração económica regional. Com esta reabilitação, o Porto do Lobito consolida-se como a principal e mais rápida porta de saída dos minerais da África Central para o Oceano Atlântico e mercados globais. Ao fim do período de concessão estabelecido, toda a infraestrutura reabilitada será transferida integralmente para a gestão do Estado congolês.
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