Investidores estrangeiros procuram Câmara para projectos de petróleo, gás e mineiros em Angola – Correio da Kianda
A presidente da Câmara de Comércio e Indústria de Gás, Petróleo e Mineiros de Angola, Isabel Fonseca confirmou que investidores estrangeiros procuram a instituição que dirige para acesso a projectos em fase de prospecção e desenvolvimento.
“A Câmara ajuda a identificar e a fazer a ponte em quem precisa de investidor e quem precisa de projeto. Nós acabamos por fazer também essa consultoria e essa ajuda aos nossos membros e a quem quer trabalhar com a Câmara”, disse a responsável durante a realização da primeira edição da Angola Extractive Investment Summit (AEIS 2026).
Segundo Isabel Fonseca, o evento realizado no âmbito da Feira Internacional de Luanda (FILDA), que juntou especialistas e decisores para debater sobre o futuro do sector extractivo em Angola, teve como obejctivo criar um espaço de debate e conexão para todo o ecossistema extractivo do país.
“Nós quisemos, a nível dos objectivos e a missão que a Câmara tem, trazer três painéis onde nós abordamos a energia a nível do oil in gas e energias renováveis, o painel da mineração e o terceiro painel de como é que nós vamos assegurar o nosso investimento”, explicou destacando o nível de aderência que a iniciativa teve nesta grande edição.
Um dos pontos altos do debate foi o impacto do Corredor do Lobito na livre circulação de comércio em África, ligando Angola, Zâmbia e RDC, onde Isabel Fonseca destacou o grande impacto desta infra-estrutura para o nosso país e não só.
“A Angola tem a oportunidade com estes projectos estruturais de se tornar uma potência africana. O corredor do Lobito vai facilitar de que maneira, aquilo que é o transporte das mercadorias a nível da Zâmbia e do Congo, principalmente a nível da indústria extractiva”, afirmou.
Por sua vez, o Administrador Executivo da Agência de Investimento e Promoção das Exportações (AIPEX), Jerónimo Pongolola disse que o evento permitiu elucidar aos presentes às funções da instituição que dirige, com vista a facilitar
“O nosso grande interesse foi trazer alguns esclarecimentos sobre o papel dos diversos órgãos do Estado angolano na relação com os investidores, e as pessoas saem mais esclarecidas sobre onde devem ir em detrimento do seu estágio de negócio”, disse.
A conferência abordou temas considerados prioritários para o desenvolvimento da indústria extractiva em Angola, entre os quais a exploração de novos blocos petrolíferos, a transição tecnológica, a segurança energética regional, bem como o potencial dos recursos mineiros e dos minerais críticos, cuja procura tem aumentado devido à transição energética mundial.
Segundo a organização, a agenda contemplou igualmente sessões de networking de alto nível, fóruns bilaterais e encontros entre investidores e representantes institucionais, com o objetivo de facilitar o acesso a financiamento, promover oportunidades de negócios e reforçar a visibilidade das empresas participantes.
A realização da AEIS 2026 representou um marco na promoção internacional do potencial mineiro e energético de Angola, reforçando o posicionamento do país como um parceiro estratégico entre África e os mercados globais.