FGC Reforça Garantias Públicas para Impulsionar Projectos Sustentáveis no Corredor do Lobito
Huambo — O Fundo de Garantia de Crédito (FGC) vai intensificar o apoio financeiro a projectos sustentáveis no Corredor do Lobito, com vista a acelerar a produção nacional e a diversificação económica. O anúncio foi feito pelo presidente do Conselho de Administração da instituição, Luzayadio Simba, durante uma visita de acompanhamento à Fazenda Mungo, no Huambo.
Redacçã
Na ocasião, o gestor encorajou empresários e agricultores a apresentarem as suas propostas à banca comercial ou à agência regional do FGC, no Lobito (Benguela). De acordo com Luzayadio Simba, o acesso às garantias públicas é hoje mais simples, rápido e credível, sendo operacionalizado através da linha “Diversifica Mais” — um mecanismo direccionado a Micro, Pequenas e Médias Empresas (MPME) das províncias de Benguela, Huambo, Bié e Moxico.

Exportação de Abacate no Huambo
A Fazenda Mungo destaca-se como o primeiro projecto-piloto de produção de abacate apoiado pelo FGC, com uma garantia pública de 862 milhões de kwanzas para um financiamento bancário total de 2,3 mil milhões de kwanzas.
Com a primeira colheita prevista para Novembro deste ano, vocacionada ao consumo interno, as fases seguintes focar-se-ão na exportação para mercados como os Países Baixos e os Estados Unidos da América, gerando divisas para o país e novos postos de trabalho locais.
O gestor da propriedade, Fernando Marques, revelou que a fazenda conta actualmente com 21 hectares cultivados de abacate e planeia expandir a área para 100 hectares no próximo ano, com a meta final de atingir os 200 hectares. Para viabilizar as exportações em larga escala, prevê-se a criação de parcerias com outros produtores locais.
Criada em 2018, a Fazenda Mungo emprega 30 trabalhadores efectivos e actua como fazenda-âncora na região, fornecendo apoio técnico e mudas a pequenos agricultores. Além do abacate, a propriedade planeia diversificar a produção com ananás, batata-doce, mandioca e ginguba.
A capitalização recente do FGC foi reforçada pelo Banco Mundial com 80 milhões de dólares norte-americanos, dos quais 48 milhões já foram disponibilizados para a partilha de risco bancário através do programa “Diversifica Mais”.