CNE promete travar desinformação nas redes sociais sobre eleições de 2027 – Correio da Kianda
A Comissão Nacional Eleitoral (CNE) promete intensificar o combate à desinformação nas redes sociais sobre o processo eleitoral, numa altura em que faltam menos de um ano para as eleições gerais de 2027.
O compromisso foi assumido pelo presidente da CNE, Manuel Pereira da Silva “Manico”, durante a cerimónia que marcou a classificação do edifício-sede da instituição como património cultural nacional.
Manico assegurou que a CNE vai continuar a promover uma comunicação credível e a defender os princípios da verdade eleitoral, numa altura em que aumentam, nas plataformas digitais, informações e suspeições relacionadas com o processo eleitoral.
Entre os assuntos que têm gerado debate estão a actualização do Registo Eleitoral Oficioso e a contratação da empresa INDRA para a gestão tecnológica das eleições de 2027.
As suspeições levaram recentemente o Movimento Cívico MUDEI, através das organizações Handeka, Mosaico e Uyele, a solicitar à CNE o credenciamento para acompanhar e monitorar o processo eleitoral, alegando a necessidade de reforçar a transparência e a credibilidade do processo.
A CNE rejeitou o pedido, justificando que a legislação angolana não prevê respaldo legal para o credenciamento pretendido nos termos apresentados.
O diferendo entre o órgão eleitoral e as organizações da sociedade civil tem alimentado debates nos meios políticos e sociais, com analistas a alertarem para o risco de a circulação de informações não confirmadas aumentar a desconfiança dos cidadãos em relação ao processo eleitoral.
A CNE defende, por isso, o reforço da comunicação institucional e da divulgação de informação oficial como mecanismos para travar a desinformação e preservar a confiança dos eleitores nas eleições de 2027.