Cidadãos pedem mais informação para aumentar adesão à vacinação contra a pólio – Correio da Kianda
Cidadãos defendem o reforço da informação sobre a vacinação contra a poliomielite como forma de aumentar a adesão de pais e encarregados de educação às campanhas de imunização das crianças.
A posição foi manifestada durante o Espaço Fórum, da Rádio Correio da Kianda, que debateu a resistência de pais e encarregados de educação em levar os filhos à vacinação contra a pólio.
Durante o programa, os participantes apontaram a falta de informação, a insuficiente divulgação das campanhas e a desconfiança em relação às autoridades sanitárias entre os factores que podem influenciar a decisão de algumas famílias de não vacinarem os filhos.
Avelino Troia defendeu um maior envolvimento dos órgãos de comunicação social na divulgação das campanhas, considerando necessária uma comunicação mais abrangente sobre a importância da vacinação e os procedimentos adoptados pelas autoridades sanitárias.
O participante defendeu também que as entidades responsáveis devem procurar compreender as razões que levam algumas famílias a recusar a vacinação dos filhos.
A questão da presença das equipas de vacinação em determinadas zonas foi igualmente levantada durante o debate. Adriano Mulemba e João Kissanga afirmaram não ter observado vacinadores nas áreas onde residem.
Entre os locais mencionados estão o Bairro Mundial, Sector 6, e algumas zonas do município de Cacuaco, incluindo os bairros Ângelo, Pumangol e Canata.
“Terminou esta terceira ronda, mas não vi vacinadores na minha rua e eu estou na rua principal. Toda aquela área do Sector C, do Bairro Mundial, não vi nenhuma criança a ser vacinada”, afirmou um dos participantes.
As dúvidas sobre a origem, qualidade e segurança das vacinas também foram mencionadas como factores que podem contribuir para a resistência das famílias.
O ouvinte identificado como Irmão Orlando defendeu maior esclarecimento sobre as vacinas utilizadas nas campanhas e sobre a preparação das equipas responsáveis pela administração das doses.
“Quando nós vemos que as próprias vacinas que vão comprar, ninguém justifica a cem por cento de onde vêm, qual a qualidade que a vacina tem, quanto tempo vai fazer no corpo dessa criança e qual o efeito, nós desconfiamos”, afirmou.
Adão José relacionou parte da desconfiança existente com experiências anteriores envolvendo campanhas de vacinação no país. O participante recordou um episódio relacionado com vacinas contra a febre-amarela que, segundo afirmou, terá contribuído para alimentar dúvidas entre alguns cidadãos.