Cabo Verde reforça comunicação de risco devido a surto de mpox na Guiné-Bissau – Correio da Kianda
As autoridades sanitárias de Cabo Verde reforçaram as acções de comunicação de risco sobre a mpox, na sequência do surto registado na Guiné-Bissau, e mantêm sob vigilância outros países da região com elevado fluxo de passageiros para o arquipélago.
A informação foi avançada pelo Instituto Nacional de Saúde Pública (INSP), que orienta os viajantes com destino a zonas afectadas, bem como as pessoas que regressam dessas regiões, para que estejam atentos ao eventual aparecimento de sintomas após a viagem.
Apesar do reforço da vigilância, Cabo Verde não registou, até ao momento, casos suspeitos ou confirmados de mpox.
O país dispõe, desde 2024, de um plano de contingência para responder à doença, que inclui medidas de vigilância epidemiológica, diagnóstico, gestão de casos, comunicação de risco e vacinação.
Segundo o INSP, o actual plano mantém-se adequado e não necessita de ser actualizado, uma vez que não houve alterações no perfil epidemiológico da doença no arquipélago.
Na Guiné-Bissau, o primeiro surto de mpox já contabiliza sete casos confirmados e 46 suspeitos, com maior incidência entre crianças com menos de 15 anos, de acordo com dados divulgados pelo Unicef.
A situação levou as autoridades dos países da região a reforçarem a vigilância, sobretudo devido à circulação de pessoas entre os diferentes países da África Ocidental.
A mpox é uma doença viral que pode ser transmitida entre animais e seres humanos e também entre pessoas. Entre os principais sintomas estão febre, dores musculares e lesões na pele, sendo recomendada atenção médica perante sinais compatíveis com a doença.