Aumento salarial mantém braço de ferro entre trabalhadores e direcção da empresa fabril – Correio da Kianda
O aumento salarial continua a ser o principal ponto de divergência entre os trabalhadores e a direcção da Empresa Fabril de Calçados e Uniformes Militares, num conflito laboral que levou os funcionários a retomarem a greve pela quarta vez.
A nova paralisação tem a duração de 15 dias e decorre da alegada falta de avanços nas negociações sobre o caderno reivindicativo apresentado pelos trabalhadores, que reclamam também melhores condições de trabalho.
O primeiro secretário da Comissão Sindical, Marcos Petersses, afirma que os funcionários apresentam as suas reivindicações desde 11 de Março, sem que tenha sido alcançado um entendimento satisfatório com a entidade empregadora.
Segundo o sindicalista, o actual programa de greve está dividido em quatro fases e deverá terminar no dia 24 de Setembro. O ajuste salarial é apontado como o principal motivo que mantém o braço de ferro entre as partes.
“Um dos pontos primordiais é o ajuste salarial, e é este ponto que continua a arrastar este braço de ferro com a direcção da empresa”, afirmou Marcos Petersses.
A comissão sindical afirma que a entidade empregadora exige um pedido de desculpas dos trabalhadores como condição para a retoma das negociações, situação que, segundo os funcionários, tem dificultado a resolução do conflito.
Além do aumento salarial, os trabalhadores exigem melhores condições de trabalho e maior protecção nos locais onde desempenham as suas funções.
Os funcionários afirmam que muitos trabalham em laboratórios e linhas de produção onde lidam diariamente com produtos químicos, sem equipamentos de protecção individual que consideram adequados para garantir a sua segurança.
Para os trabalhadores, a melhoria das condições laborais deve fazer parte das negociações com a entidade empregadora, sobretudo devido aos riscos associados às actividades desenvolvidas na empresa.
A nova greve representa a quarta paralisação promovida pelos funcionários na tentativa de pressionar a direcção a responder às reivindicações apresentadas.
Apesar da insistência dos órgãos de comunicação social, a direcção da Empresa Fabril de Calçados e Uniformes Militares mantém-se em silêncio e não apresentou, até ao momento, a sua versão sobre as acusações dos trabalhadores.
Sem acordo sobre o aumento salarial e as condições de trabalho, os funcionários mantêm a paralisação e aguardam pela retoma das negociações com a entidade patronal.