Analistas criticam modelo de avaliação dos concursos públicos da Educação – Correio da Kianda
O modelo de avaliação utilizado nos concursos públicos da Educação foi criticado pelos comentaristas do programa Círculo da Kianda, da Rádio Correio da Kianda, que questionaram a capacidade das provas para avaliar os conhecimentos dos candidatos e a transparência dos processos de selecção.
O comentarista Higino Pinto considera que o modelo de avaliação aplicado nos concursos públicos não permite avaliar de forma adequada a capacidade cognitiva dos concorrentes. O analista apontou também a falta de transparência como uma das principais preocupações em torno dos processos de recrutamento.
Por sua vez, Vitorino Mbuta criticou a exclusão de pessoas ligadas a missões de serviço noutros órgãos, considerando que a medida levanta questões sobre o respeito pelos direitos fundamentais dos candidatos.
As críticas surgem no âmbito do concurso público externo promovido pelo Ministério da Educação para o preenchimento de 9.000 vagas em todo o país, das quais 8.000 se destinam ao recrutamento de professores e 1.000 ao pessoal auxiliar administrativo.
Segundo dados divulgados pelo Ministério da Educação, o concurso registou 279.505 candidatos, dos quais 209.690 foram admitidos à realização das provas. Deste total, 172.988 compareceram aos exames.
O debate no Círculo da Kianda destacou a necessidade de critérios de avaliação claros e de maior transparência nos concursos públicos, de modo a reforçar a confiança dos candidatos nos processos de recrutamento da função pública.