ANAMOLA quer assumir “responsabilidades geracionais” na transformação de Moçambique – Correio da Kianda
O presidente do ANAMOLA, Venâncio Mondlane, diz que o partido pretende assumir “responsabilidades geracionais” na transformação de Moçambique, indo além da disputa por cargos políticos.
A declaração foi feita esta sexta-feira, 14, em Quelimane, durante as celebrações do primeiro aniversário do partido. Mondlane afirmou que a principal missão da formação política é interpretar os anseios da nova geração e transformá-los em propostas concretas para o desenvolvimento do país.
Apesar do discurso centrado na sociedade, o líder do ANAMOLA apresentou metas eleitorais ambiciosas. O partido pretende conquistar a maioria das 65 autarquias nas eleições de 2028 e disputar o Governo nas eleições gerais de 2029. Mondlane defendeu igualmente a possibilidade de alianças com outras forças da oposição.
Ao fazer o balanço do primeiro ano de actividade, o presidente do ANAMOLA destacou a implantação da organização em várias regiões de Moçambique e na diáspora, além da apresentação de iniciativas legislativas e soluções tecnológicas.
Mondlane afirmou que, em apenas um ano, o partido conseguiu apresentar mais propostas do que o Parlamento em cinco anos, numa comparação usada para destacar o ritmo de actividade da sua formação política.
O líder do ANAMOLA denunciou também alegada perseguição política contra membros do partido. Segundo Venâncio Mondlane, desde Agosto de 2025, 56 quadros foram assassinados e foram registados 450 casos de violência extrema contra membros da organização.
Na sua perspectiva sobre o futuro do país, Mondlane afirmou ainda que Moçambique tem condições para chegar às 50 maiores economias do mundo nos próximos dez anos, desde que sejam implementadas políticas capazes de aproveitar o potencial económico e humano do país.