UNITA condena alegados crimes políticos e apela ao respeito pelas liberdades fundamentais – Correio da Kianda
A UNITA condena o que classifica como “crimes políticos” e restrições às liberdades fundamentais em Angola, com particular incidência nos recentes acontecimentos registados nas províncias do Uíge e do Moxico-Leste.
A posição consta do comunicado final da IV Reunião Ordinária do Comité Permanente da Comissão Política da UNITA, realizada esta sexta-feira, 4 de Setembro, na província do Uíge, sob orientação do presidente do partido, Adalberto Costa Júnior.
O Comité Permanente manifesta “profunda preocupação” com a situação política nacional e defende a criação de um ambiente verdadeiramente plural, democrático e inclusivo, sobretudo numa altura em que o país se aproxima das Eleições Gerais de 2027.
No documento, a UNITA considera que a estabilidade nacional deve assentar no respeito pela Constituição, pelo Estado de Direito e pelos direitos e liberdades fundamentais, bem como na igualdade de tratamento entre todos os actores políticos.
O maior partido da oposição saúda ainda a recente comunicação pastoral da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé, CEAST, sobre os acontecimentos do Uíge e do Moxico-Leste.
A UNITA reafirma, neste contexto, o compromisso com o diálogo, a paz e a reconciliação nacional, defendendo o diálogo franco, aberto e permanente como mecanismo para a resolução das contradições.
Sobre o processo eleitoral, o partido apela às instituições responsáveis pela actualização do registo eleitoral e pela atribuição de Bilhetes de Identidade para que aumentem o número de brigadas nas zonas rurais e nos bairros desfavorecidos.
A UNITA aponta dificuldades nos municípios do Chitado, no Cunene, e do Golungo Alto, no Cuanza-Norte, como exemplos da necessidade de reforço das brigadas.
O Comité Permanente defende igualmente a presença de observadores internacionais independentes, abrangentes e credíveis em todas as fases do processo eleitoral de 2027.
O partido reitera, por outro lado, o compromisso com a consolidação da Ampla Frente Patriótica para a Alternância do Poder, enquanto espaço de convergência de cidadãos, organizações e forças democráticas comprometidos com uma mudança pacífica, democrática, inclusiva e constitucional.