Tribunal proíbe Man Genas de usar redes sociais durante dois anos após condená-lo em pena suspensa – Correio da Kianda
O Tribunal da Comarca de Luanda condenou, nesta sexta-feira, 21, Gerson Emanuel Quintas, conhecido por “Man Genas”, a dois anos de prisão, com pena suspensa pelo crime de ultraje ao Estado.
Segundo a decisão do plenário de juízes, o arguido fica igualmente proibido de usar redes sociais durante o período da condenação.
O tribunal absolveu-o das acusações de ofensas graves contra o Presidente da República, João Lourenço, associação criminosa e instigação pública ao crime, por considerar não provados os factos. Entretanto, a esposa, Clemência Suzete Vumi, que respondia no mesmo processo, foi igualmente absolvida de todos os crimes, mas ficou proibida de usar as redes sociais pelo mesmo período.
O advogado Alberto Quechinacho em declarações à Rádio Correio da Kianda que se mostra insatisfeito com a condenação do seu constituinte, revelou que a defesa tem estado a ponderar sobre uma eventual intenção de recorrer da decisão, por classificar o caso de Man Genas como “sensível”.
“Man Genas vinha acusado em três crimes, associação criminosa, instigação pública ao crime e ultraje ao Estado. Portanto, estamos a pensar ou não, se vamos avançar com um recurso, porque os processos de Gerson Emanuel Quintas são muito sensíveis, e estamos a ponderar se avançamos ou não. Mas no seu devido momento vamos informar a comunicação social”, assegurou.
Esta nova condenação surge após em Outubro de 2025, “Man Genas” ter sido condenado pelo mesmo tribunal a três anos e seis meses de prisão efectiva por difamação contra o antigo ministro do Interior Eugénio Laborinho.