Papa Leão XIV apela à oração pelas vítimas das guerras e rejeita a lógica da força – Correio da Kianda
O Papa Leão XIV apelou este domingo aos católicos de todo o mundo para que não esqueçam as pessoas que continuam a sofrer e a morrer em consequência dos conflitos armados, defendendo que a oração deve acompanhar todos os esforços em prol da paz.
Durante a recitação do Ângelus, em Castel Gandolfo, nos arredores de Roma, o Sumo Pontífice afirmou acompanhar com preocupação a situação vivida em vários países afetados pela guerra e pela violência, embora sem mencionar conflitos específicos.
“Não nos esqueçamos daqueles que sofrem e morrem devido aos conflitos e, ao generoso empenho pela paz, juntemos também a nossa oração constante”, apelou.
Na reflexão dirigida aos milhares de fiéis presentes, Leão XIV alertou ainda para o risco de associar a missão da Igreja a demonstrações de poder ou de força, defendendo que a ação cristã deve inspirar-se na humildade e no Evangelho.
Segundo o Papa, Jesus convida os fiéis a rejeitarem a ideia de um Deus que se impõe pela força ou pelo domínio, lembrando que a transformação do mundo acontece de forma gradual, através do testemunho, da paciência e do amor.
O Santo Padre exortou igualmente os cristãos a evitarem atitudes marcadas por julgamentos precipitados e a cultivarem um estilo de vida baseado na simplicidade, no diálogo e na esperança.
Na sua meditação, Leão XIV evocou ainda um texto do então cardeal Joseph Ratzinger, posteriormente Papa Bento XVI, que comparava a Igreja a uma pequena semente capaz de transformar o mundo pela força do Evangelho e do amor.
As declarações foram proferidas durante a oração dominical do Ângelus, na Praça da Liberdade, em Castel Gandolfo, residência de verão dos pontífices.