Países nórdicos retiram confiança a Gianni Infantino e exigem reformas profundas na FIFA – Correio da Kianda
Seis associações de futebol dos países nórdicos declararam publicamente a perda de confiança no presidente da FIFA, Gianni Infantino, exigindo reformas profundas na governação do órgão máximo do futebol mundial. Reunidas em Helsínquia, as federações da Dinamarca, Finlândia, Islândia, Noruega, Suécia e Ilhas Faroé emitiram um comunicado conjunto onde apoiam o pedido de demissão de Infantino, já subscrito por três grandes confederações regionais.
Exigência de transparência e rejeição ao capital privado
De acordo com informações avançadas pelo portal Al Jazeera, os países nórdicos alinham-se com a UEFA e apoiam a realização de uma investigação externa e independente sobre a proposta de Infantino de vender participações em competições como o Campeonato do Mundo a investidores privados. Este plano de privatização gerou uma forte contestação global, forçando o recuo estratégico da direcção da FIFA. No documento conjunto, as federações exigem garantias vinculativas de que a governação e as competições da organização nunca mais serão abertas ao capital privado.
Pressão internacional e eleições no horizonte
O descontentamento com a liderança de Infantino estende-se a outras geografias desportivas, com pressões crescentes vindas da UEFA, da Confederação Asiática de Futebol (AFC) e de outras organizações regionais da América do Norte, Central e das Caraíbas. A federação dinamarquesa de futebol já se comprometeu publicamente a encontrar uma alternativa credível para concorrer contra Infantino nas próximas eleições presidenciais da FIFA, agendadas para Março do próximo ano, onde o actual presidente procura obter um quarto mandato até ao ano de 2031.
Reacção da presidência da FIFA
Em reacção indirecta a estas movimentações, Gianni Infantino, que se encontra actualmente na República Dominicana para encontros com a União de Futebol das Caraíbas, desvalorizou as críticas e destacou a importância dos programas de desenvolvimento da FIFA na região. O dirigente máximo do futebol mundial sublinhou que a sua presença serve para promover o diálogo e a partilha de opiniões, apesar de ter sido aconselhado por responsáveis locais a manter-se afastado do torneio juvenil para não ensombrar o evento desportivo.
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