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Sociedade

“MPLA, UNITA e FNLA devem ter estatuto de memória nacional em caso de extinção”, defende analista – Correio da Kianda

By Admin
July 29, 2026 1 Min Read
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O jurista e analista político António Cahebo defende a criação de um estatuto de memória nacional para partidos históricos angolanos, como o MPLA, UNITA e FNLA, caso no futuro deixem de ter expressão política ou desapareçam da cena eleitoral.

Em declarações à Rádio Correio da Kianda, António Cahebo explicou que a medida teria como objectivo preservar o legado histórico dessas formações políticas e garantir que o seu contributo para a construção de Angola continue a ser estudado pelas futuras gerações.

Segundo o analista, a relevância histórica de um partido não deve depender apenas da sua permanência no Parlamento ou da sua capacidade eleitoral num determinado período.

“Cria-se um estatuto pós, ou seja, o dia que saírem, de facto, da cena política e não conseguirem alcançar um deputado. Há um estatuto que preserva a história para daqui a cem anos, mil anos, as crianças estudando”, afirmou António Cahebo.

O jurista considera que partidos que marcaram etapas decisivas da história política nacional devem manter um reconhecimento histórico, mesmo perante uma eventual perda de influência ou desaparecimento da actividade partidária.

Para António Cahebo, a preservação da memória política permite compreender a evolução do país, evitando que os percursos, debates e contribuições dessas organizações sejam apagados com o passar do tempo.

O analista entende que a história dos partidos deve ser encarada como património político nacional, independentemente das mudanças no cenário eleitoral e da dinâmica democrática.

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