João Lourenço diz que Memorial deve ajudar a evitar repetição dos erros do passado – Correio da Kianda
O Presidente da República, João Lourenço, defendeu, esta quarta-feira, 14, em Luanda, que o Memorial às Vítimas dos Conflitos Políticos deve contribuir para que as novas gerações conheçam a história de Angola e evitem a repetição dos erros do passado.
Segundo o Chefe de Estado, o monumento, representa um compromisso com a preservação da memória histórica e com a transmissão às gerações futuras das diferentes fases dos conflitos políticos que marcaram o país entre 11 de Novembro de 1975 e 4 de Abril de 2002.
Na mensagem deixada no Livro de Honra do Memorial, João Lourenço sublinhou que a história nacional deve ser conhecida e partilhada, para que os angolanos compreendam os acontecimentos do passado e retirem deles ensinamentos para a construção de uma sociedade mais unida e pacífica.
“Hoje encerramos um capítulo da nossa história e, com ele, solidificamos o princípio que nos norteia: Um só Povo, Uma só Nação”, escreveu o Presidente da República.
João Lourenço considerou ainda que a construção do Memorial representa o culminar de um processo de cura, perdão e pacificação da sociedade, numa iniciativa destinada a honrar a memória dos cidadãos que perderam a vida durante os conflitos políticos.
O Chefe de Estado destacou igualmente que o edifício, concebido em formato de abraço, simboliza a união, o acolhimento, o perdão e a aproximação entre os angolanos, defendendo a superação das mágoas e a construção de um futuro comum.
Para o Presidente da República, a preservação da memória das vítimas deve servir não apenas como homenagem aos que morreram, mas também como instrumento de reflexão histórica, reconciliação nacional e prevenção de novos conflitos.
Localizado na zona da Praia do Bispo, junto à Nova Marginal de Luanda, o Memorial integra a Aliança Eterna, o Hall de Memória e a Mulembeira da Reconciliação, três espaços concebidos para homenagear as vítimas e preservar a memória dos conflitos políticos em Angola.