Executivo acelera Quilonga Grande para responder à falta de água em Luanda – Correio da Kianda
O Executivo angolano está a acelerar as obras do Projecto Quilonga Grande, uma das principais apostas para reforçar o abastecimento de água potável às populações de Luanda e Icolo e Bengo.
Segundo o Ministério da Energia e Águas, o ministro João Baptista Borges efectuou, esta quinta-feira, 6, uma visita de constatação às obras para avaliar o grau de execução física da empreitada, o cumprimento do cronograma e os principais desafios para a conclusão do projecto.
Durante a visita, foi constatado que a Estação de Bombagem de Água Bruta e a Estação de Tratamento de Água já apresentam uma execução física superior a 90%.
Perante o avanço das obras, João Baptista Borges orientou as entidades envolvidas a cumprirem rigorosamente o cronograma de execução, com o objectivo de acelerar a conclusão e permitir que a infraestrutura entre em funcionamento o mais rapidamente possível.
O Projecto Quilonga Grande é considerado estratégico para responder ao crescimento populacional e industrial de Luanda e Icolo e Bengo, regiões onde a procura por água potável continua a aumentar.
Quando estiver concluído, o sistema terá capacidade para produzir 518 mil metros cúbicos de água por dia e deverá beneficiar cerca de cinco milhões de habitantes.
O projecto prevê ainda 107 quilómetros de condutas adutoras, novos centros de distribuição e uma capacidade de reserva superior a 185 mil metros cúbicos de água tratada.
Para além de aumentar a oferta de água potável, a infraestrutura deverá contribuir para melhorar a segurança hídrica, reduzir doenças relacionadas com o consumo de água imprópria e melhorar as condições de vida das populações abrangidas.
Apesar do elevado nível de execução anunciado nas principais componentes, o desafio agora passa por garantir a conclusão integral da empreitada, a entrada em funcionamento do sistema e, sobretudo, a chegada efectiva da água às famílias.
A expectativa é que o Quilonga Grande ajude a reduzir a pressão sobre os actuais sistemas de abastecimento e responda às necessidades de uma população que continua a crescer.
A orientação do Executivo para o cumprimento dos prazos coloca agora as entidades responsáveis perante o desafio de transformar o avanço das obras em abastecimento regular de água para as populações de Luanda e Icolo e Bengo.