Em breve os Angolanos poderão fazer transplante de medula e do rim no país – Correio da Kianda
A Ministra da saúde, Sílvia Lutucuta, anunciou que Angola contará em breve com a realização de transplantes de medula óssea e do rim.
O projecto foi apreciado pelo Conselho de Ministros de Decreto Presidencial que cria o Serviço de Coordenação e Supervisão da Transplantação (SECOSTRA), unidade indicada como responsável pela coordenação e supervisão da política pública de transplante de órgãos em Angola.
A Ministra da Saúde, fez as declarações no final da 6ª Sessão Ordinária do Conselho de Ministros que analisou entre outros documentos o Projecto Decreto Presidencial que cria o Serviço de Coordenação e Supervisão da Transplantação (SECOSTRA).
A mandatária da saúde avançou que a referida unidade será o pilar base para a política publica de transplante em Angola, e terá a responsabilidade de fazer o registo dos dadores, definir os critérios para locação dos órgãos, serviços, criação de equipas de monitória e acompanhamento ético.
“Ninguém poderá ser dador sem estar na lista e dadores, por tanto em vida nos vamos explicar quais são os critérios para ser dador e as pessoas livremente poderão se inscrever na lista de dadores e só desta forma, em caso de morte é que poderão doar ou com autorização da sua família para evitar que haja tráfico de órgãos que é uma grande preocupação para nos”, disse.
A Ministra explicou também, que os transplantes serão feitos apenas em unidades de referência, como o Instituto Hematológico de Angola para o Transplante de Medula e o Hospital Presidente Júlio Nyerere, Hospital dos Queimados, que brevemente será inaugurado e algumas unidades privadas que estarão devidamente credenciadas, e lembrou que nos termos da lei angolana a doação de órgãos é gratuita.
“Numa primeira fase queremos tranquilizar, vamos começar com o transplante renal, os doadores serão os pais, os irmãos compatíveis, portanto familiares do paciente, teremos uma equipa a altura que não há nenhum compromisso económico neste processo, nem tão pouco as pessoas são persuadidas a fazer a doação de um órgão, portanto pessoas vivas sejas persuadidas a fazer isso sem perfeita consciência daquilo que estão a fazer, outro transplante é feito e que é muito necessário no nosso seio e qualquer um de nos pode ser dador vivo é o transplante de medula”, avançou.