Daniel Chapo desafia novo governador do Banco de Moçambique a reforçar estabilidade económica – Correio da Kianda
O Presidente de Moçambique, Daniel Chapo, desafiou, esta quarta-feira, 2, o novo governador do Banco de Moçambique, Felisberto Dinis Navalha, a reforçar a estabilidade macroeconómica e a acompanhar a agenda de transformação económica em curso no país.
Durante a cerimónia de posse, Chapo defendeu que o banco central deve ir além da análise dos indicadores económicos e conhecer a realidade que está por detrás dos números, de modo a responder de forma mais eficaz aos desafios da economia moçambicana.
O chefe de Estado considerou que o caminho para a independência económica será longo e exigirá o aumento da produção, da poupança, do investimento e da capacidade de exportação, além de uma gestão prudente dos recursos nacionais.
Segundo Daniel Chapo, o Banco de Moçambique desempenha um papel central na criação de confiança, na promoção do investimento e no fortalecimento da economia.
O Presidente pediu ainda ao novo governador que prepare o banco central para acompanhar as transformações tecnológicas do sistema financeiro mundial, promovendo a inovação e a concorrência sem comprometer a estabilidade financeira nem a supervisão do sector.
Chapo defendeu igualmente o reforço da inclusão financeira, com a expansão dos serviços bancários para produtores rurais, pequenas empresas, mulheres empreendedoras e jovens.
Felisberto Dinis Navalha, economista com 28 anos de experiência no Banco de Moçambique, foi nomeado governador na terça-feira, depois de ter sido inicialmente indicado para o cargo de vice-governador.
A alteração ocorreu um dia depois da nomeação de Waldemar Fernando de Sousa para governador, decisão que a Presidência justificou com questões supervenientes.
Na cerimónia de posse, Daniel Chapo defendeu também a independência operacional do Banco de Moçambique, mas associada ao rigor técnico e à transparência. O Presidente esclareceu que a autonomia do banco central não deve significar isolamento institucional.
Para o chefe de Estado, Governo e Banco de Moçambique devem manter uma coordenação institucional, respeitando os mandatos e as competências de cada órgão.
Chapo apelou ainda ao novo governador para manter o diálogo com o Governo, o sector financeiro, o sector privado e as instituições académicas.
O Presidente defendeu, neste contexto, uma política fiscal responsável, uma política monetária credível e reformas estruturais capazes de aumentar a produção nacional, estimular as exportações e reduzir a dependência das importações.