“Colapso da Unitel impõe reflexão nacional e exige protecção do Estado angolano”, defende analista político – Correio da Kianda
O jurista e analista político Aldair Pimenta defende que o colapso dos serviços da Unitel nas últimas horas deve servir de alerta para o país repensar a protecção das infra-estruturas de comunicação.
Para o especialista, a problemática “extravasa a estrutura da Unitel” e assume carácter nacional.
“Serviços cruciais e vitais estão condicionados à sua estabilidade e operacionalidade”, afirmou.
Pimenta chama atenção para o conceito de “soberania informática”. Segundo assegurou, hoje os Estados precisam proteger os seus espaços digitais com a mesma prioridade que protegem o território físico.
“O inimigo não precisa ser palpável. Apenas precisa estar conectado a uma rede”, alertou, citando riscos associados à evolução tecnológica.
O analista conclui que empresas de comunicação “não são meras constituições com fins lucrativos” e devem ser “interpretadas e tuteladas como uma extensão do território angolano”, com padrões de segurança elevados e em coadjuvação com o Estado.
Referir que estas afirmações surgem numa altura em que a Unitel assegura estar a restabelecer o normal funcionamento da rede de forma gradual. Os efeitos do “apagão do sistema de voz e dados da Unitel têm estado ainda a causar sérios prejuízos aos milhares de utilizadores da rede”.