BNA denuncia nove plataformas que emprestam dinheiro online sem autorização – Correio da Kianda
O Banco Nacional de Angola (BNA) denunciou a existência de nove plataformas que oferecem empréstimos online sem autorização para exercer actividades de crédito em Angola, através de aplicações móveis e das redes sociais.
O alerta foi divulgado esta quarta-feira, 26, pelo banco central, que identificou as entidades Korafundia, Crédito AO, Empréstimo Vida, Clique Crédito, Moverixa, Owo Padigo, Koko Sorriso, Prático Velocidade e Sici como operadores não habilitados.
Segundo o BNA, estas plataformas utilizam aplicações disponíveis na App Store e Google Play para promover e disponibilizar os seus serviços, recorrendo também a redes sociais como Facebook e Instagram para chegar aos potenciais clientes.
O regulador esclarece que nenhuma das nove entidades está autorizada a exercer actividades financeiras sujeitas à sua supervisão, pelo que os serviços de crédito anunciados por estas plataformas são prestados à margem da autorização exigida pelo sistema financeiro angolano.
A situação preocupa particularmente por ocorrer num ambiente em que os empréstimos através do telemóvel têm ganhado espaço, com propostas de acesso rápido a dinheiro e processos realizados, em grande parte, de forma digital.
Perante este cenário, o BNA aconselha os cidadãos e os agentes económicos a não estabelecerem contactos nem realizarem transacções comerciais com as entidades identificadas ou com os seus promotores.
A recomendação pretende evitar que os consumidores entreguem dados pessoais, efectuem pagamentos ou assumam compromissos financeiros com operadores que não estão sujeitos à fiscalização do Banco Central.
O BNA garante que vai continuar a acompanhar o fenómeno e a combater o exercício ilegal de actividades financeiras, recorrendo às medidas administrativas e sancionatórias previstas na legislação, bem como à cooperação com outras instituições.
Para o supervisor, a fiscalização destas actividades é necessária para proteger os utilizadores e preservar a estabilidade, a integridade e a confiança no sistema financeiro angolano.