Angola vai fornecer combustíveis, electricidade, peixe e sal à RDC – Correio da Kianda
Angola vai reforçar o fornecimento de combustíveis, electricidade, peixe e sal à República Democrática do Congo, no âmbito de uma nova etapa de cooperação económica entre os dois países.
O anúncio foi feito esta quarta-feira, 26, em Kinshasa, pelo Presidente da República, João Lourenço, durante o balanço da sua visita de trabalho à RDC, ao lado do homólogo congolês, Félix Antoine Tshisekedi.
Segundo o Chefe de Estado angolano, os dois países passaram, nos últimos três anos, de relações assentes sobretudo na boa-vizinhança e fraternidade para a concretização de negócios e projectos com impacto directo nas respectivas economias.
No sector dos combustíveis, Angola prevê passar a fornecer gasolina e gasóleo à RDC através da Sonangol, criando um novo circuito comercial entre os dois mercados.
A cooperação deverá abranger igualmente o sector energético. Angola vai fornecer electricidade à RDC, estando prevista a construção de pelo menos três linhas de alta tensão para ligar o território angolano ao interior do país vizinho.
O comércio de produtos do mar também deverá ganhar espaço nas relações bilaterais. Angola prevê fornecer peixe e sal ao mercado congolês através de circuitos formais de comércio, reforçando a circulação de produtos nacionais para a RDC.
Outro dos projectos considerados estratégicos é a exploração de petróleo na Zona de Interesse Comum entre Angola e a RDC.
Depois de mais de 20 anos de negociações, os dois países chegaram a um entendimento para avançar com a exploração petrolífera em regime de partilha. A expectativa é que, cumpridas as diferentes fases do projecto, o crude daquela bacia possa começar a ser comercializado dentro de aproximadamente quatro anos.
Para João Lourenço, estes entendimentos representam uma mudança significativa na relação económica entre os dois países, que passam a apostar numa cooperação com resultados concretos nos sectores da energia, comércio e recursos naturais.
A nova dinâmica pretende ainda fortalecer a integração económica entre Angola e a RDC, dois países vizinhos que partilham fronteiras e interesses estratégicos, criando novas oportunidades para empresas e produtores dos dois lados.
Além dos combustíveis, electricidade, peixe e sal, os dois países deverão continuar a aprofundar outros projectos de cooperação económica e infra-estrutural, numa relação que Luanda e Kinshasa pretendem tornar cada vez mais abrangente.