Angola transformou-se em actor influente e estratégico na paz mundial, afirma Mário Pinto de Andrade – Correio da Kianda
O Secretário do Bureau Político do MPLA para a Reforma do Estado, Administração Pública e Autarquias, Mário Pinto de Andrade, afirmou esta quinta-feira, 17, que Angola deve orgulhar-se por acolher a 3.ª Iniciativa da Aliança das Civilizações da ONU e por se afirmar, após 24 anos de paz, como “um actor influente e estratégico” na resolução de conflitos em África e no mundo.
Em declarações à margem da abertura do encontro, o dirigente felicitou o Presidente da República e o seu Executivo pela “parceria com as Nações Unidas e a União Africana” que tornou possível a realização do evento em Angola.
“Nós fomos um país de 27 anos de conflito. Estamos há 24 anos em paz. E a paz tem-nos demonstrado que com o recurso à guerra não se faz desenvolvimento. Com a guerra só se faz guerra. Para se alcançar a paz é preciso trabalhar para a paz”, disse.
Para Mário Pinto de Andrade, Angola tem hoje uma voz activa no continente. O dirigente recordou o bom mandato do país no Conselho de Paz e Segurança da União Africana, onde defendeu a paz e a resolução de conflitos.
“Os angolanos têm que se sentir orgulhosos do nosso país, da liderança que temos. E Angola possa continuar a ser um actor influente no quadro dos conflitos que hoje existem no mundo. O mundo está muito difícil”, afirmou.
O dirigente do MPLA criticou ainda o actual funcionamento da ordem internacional, do pós-segunda Guerra Mundial, em especial o Conselho de Segurança da ONU, criado para garantir o equilíbrio e a paz.
“As grandes potências que criaram a ONU e o Conselho de Segurança para resolver os problemas e garantir o equilíbrio são hoje as que fazem a guerra, prejudicando os mais fracos. É preciso voltar ao formato original das Nações Unidas, criada para que não houvesse mais guerras entre os grandes Estados”, defendeu.
Mário Pinto de Andrade concluiu que conferências como a da UNAOC ajudam a pressionar a sociedade civil e os governos para o regresso ao diálogo e ao multilateralismo.