Angola mantém-se na lista dos países africanos com taxa de inflação mais elevadas – Correio da Kianda
Angola regista actualmente uma taxa de inflação de 10,11 por cento, numa altura em que o Banco Nacional de Angola (BNA), projecta uma nova desaceleração até ao final do ano, com vista a impulsionar o desenvolvimento económico do país.
Mas apesar dos esforços das autoridades angolanas, a actual inflação coloca o país no 11º lugar na lista dos mais inflacionados do mercado africano, cuja taxa se encontra nos dois dígitos.
A inflação mais alta regista-se no Sudão do Sul com 58,21 por cento, ao passo que o Burkina Faso e o Togo registam uma taxa de inflação de 0,1 por cento.
Os dados apontam ainda que no continente berço da humanidade, apenas quatro países têm os seus mercados em deflação com destaque para o Benim com -0,4 por cento, Guiné-Bissau com -1,2 por cento, Níger com -2,9 por cento e por último o Chade com -3,7 por cento.
Entretanto, o governador do BNA, prevê uma desaceleração da taxa de inflação para os 8,6 por cento no segundo semestre desta ano. Segundo Manuel Tiago Dias, esta tendência deverá abrandar o poder de compra das famílias angolanas.
Para Manuel Tiago Dias, este abrandamento representa “um ganho bastante substancial e um sinal de estabilidade económica.
O governador explicou que o principal factor que pode influenciar negativamente a taxa de inflação esta associado ao comportamento do preço do petróleo no mercado internacional, influenciado actualmente pelo conflito no Médio Oriente.
Estes pronunciamentos de Manuel Tiago Dias surgem numa altura que às famílias angolanas se vêem sufocadas pelo aperto económico e dificuldades financeiras de vária ordem.
Em reacção, economistas consideram que a redução da inflação representa um sinal positivo para a estabilidade macroeconómica do país e uma meta alcançável.
Segundo os especialistas, a estabilidade do Kwanza, o aumento do preço do barril do Brent no mercado internacional, e o aumento da produção nacional, “são os factores económicos que têm dado ao Executivo a redução optimista.”
Os mesmos explicam que a taxa de inflação de um dígito não significa que os preços vão baixar, mas sim que os preços vão subir em uma taxa relativamente mais baixa, por isso, defendem por isso a adopção de medidas mais exequíveis e urgentes para devolver o poder de compra às famílias sobretudo no actual contexto de aperto económico.