Angola e União Africana afinam preparativos para cimeira sobre silenciamento das armas – Correio da Kianda
Angola e a Comissão da União Africana (UA) estão a reforçar a coordenação dos preparativos para a Cimeira Extraordinária da União Africana sobre o Reforço dos Mecanismos de Prevenção, Gestão e Resolução de Conflitos em África, prevista para Agosto, em Luanda.
Segundo uma nota da Comissão da União Africana, os avanços na organização do encontro foram analisados durante uma audiência entre o ministro das Relações Exteriores de Angola, Téte António, e o presidente da Comissão da União Africana, Mahmoud Ali Youssouf, realizada em Addis Abeba, à margem da preparação da 49.ª Sessão Ordinária do Conselho Executivo da organização continental.
Durante o encontro, Téte António transmitiu uma mensagem de saudação e boa vontade do Presidente da República, João Lourenço, e apresentou o ponto de situação dos trabalhos preparatórios da cimeira, destacando o apoio da Comissão da UA na concretização do evento.
A reunião serviu igualmente para reforçar a importância da cimeira de Luanda na definição de estratégias destinadas a fortalecer os mecanismos africanos de prevenção e resolução de conflitos, numa altura em que o continente continua a enfrentar desafios de segurança, com destaque para a situação no Leste da República Democrática do Congo e na região do Sahel.
Mahmoud Ali Youssouf reafirmou o apoio da União Africana ao encontro, sublinhando que a iniciativa representa um contributo importante para a agenda continental de paz e segurança, com destaque para o objectivo de silenciar as armas em África e criar condições favoráveis ao desenvolvimento sustentável.
O presidente da Comissão da UA reconheceu ainda o papel desempenhado pelo Presidente João Lourenço na promoção da paz e estabilidade regional, valorizando o contributo de Angola nos esforços diplomáticos do continente.
A Cimeira Extraordinária de Luanda deverá reunir líderes africanos para discutir caminhos que permitam reforçar a prevenção de conflitos, promover soluções pacíficas e consolidar os mecanismos de segurança em África.