“África deve transformar decisões políticas em mecanismos efectivos de prevenção e resolução de conflitos”, diz analista – Correio da Kianda
A capital angolana acolhe no próximo dia 30 deste mês, a 21.ª Sessão Extraordinária da Conferência dos Chefes de Estado e de Governo da União Africana.
A conferência deverá culminar com a adopção da “Decisão de Luanda”, que será acompanhada por planos de acção e uma matriz de implementação com objectivos, metas, indicadores, responsabilidades, orçamento e prazos definidos.
O especialista em relações internacionais, Adalberto Malú disse que o encontro representa mais do que um acontecimento diplomático, num contexto marcado pela persistência e crescente complexidade dos conflitos africanos, bem como pela rápida evolução das ameaças à paz e à segurança.
Segundo o especialista, a questão fundamental deste encontro passa por apurar até que ponto os Chefes de Estado e de Governo da União Africana conseguiram transformar decisões políticas em mecanismos efectivos de prevenção, mediação e resolução de conflitos.
“Os Chefes de Estado e de Governo da União Africana conseguiram transformar decisões políticas em mecanismos efectivos de prevenção, mediação e resolução de conflitos. Organizar uma grande cimeira gera prestígio, mas transformar as decisões desta cimeira em mecanismos permanentes gera poderes diplomáticos”, disse, defendendo que Angola deve procurar adoptar mecanismos de alerta precoce mais rápidos e politicamente accionáveis.
Para Adalberto Malú, Angola pode retirar uma oportunidade estratégica procurando consolidar-se como um dos centros africanos de diplomacia preventiva e mediação de conflitos.
A reunião de Luanda pretende, assim, colocar em debate os principais factores que continuam a alimentar os conflitos no continente e procurar uma resposta colectiva mais rápida e preventiva às ameaças que afectam a paz e a segurança em África.