FRENTE PATRIÓTICA VERSÃO 2027 | Jornal Folha 8
A União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA) reiterou hoje a aposta em congregar a oposição numa ampla Frente Patriótica para a alternância do poder em Angola, nas eleições de 2027.
A posição consta do comunicado final, divulgado hoje, da IV Reunião Ordinária do Comité Permanente da Comissão Política, que decorreu na sexta-feira, no Uíge.
A UNITA reitera “o compromisso com a consolidação da Ampla Frente Patriótica para a Alternância do Poder”, que nas eleições de 2022 conseguiu eleger 90 deputados à Assembleia Nacional, contra os 124 do MPLA (Movimento Popular de Libertação de Angola, no Poder há 50 anos).
A estratégia da UNITA é recuperar a experiência, apesar de os anteriores parceiros, o Bloco Democrático e o projecto PRA-JA, estarem actualmente a defender estratégias próprias ou outras associações da oposição.
Os delegados na reunião no Uíge “saudaram a iniciativa da Frente Patriótica Unida pelo seu impacto nos resultados alcançados em 2022 e encorajaram” o presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, “a prosseguir o caminho” que levou ao “resultado histórico”, em 2022, de 90 mandatos no parlamento.
As resoluções, refere o comunicado final, “visam reafirmar a firme determinação da UNITA de congregar os angolanos numa ampla frente patriótica para operar a alternância política em 2027”.
O Comité Permanente do partido do “Galo Negro” manifestou profunda preocupação e condenou o que classifica “crimes políticos e de restrição das liberdades fundamentais” atribuídos ao regime, e reclamou “a necessidade de ser garantido um ambiente político verdadeiramente plural, democrático e inclusivo, sobretudo nesta fase em que o país se aproxima das eleições gerais de 2027”.
O Comité Permanente da UNITA “apela às instituições envolvidas no processo de atualização de registo eleitoral e de atribuição de bilhetes de identidade nas zonas rurais e nos bairros desfavorecidos para a necessidade de dinamizar e aumentar o número de brigadas”.
A título de exemplo cita “as dificuldades nos municípios do Chitado, na província do Cunene, do Golungo Alto, na província do Cuanza Norte”, entre outros.
Nesta reunião, a UNITA reiterou “a importância da observação eleitoral internacional independente, abrangente e credível, que deve acompanhar todas as fases do processo eleitoral”.
O Comité Permanente apela aos militantes, simpatizantes e cidadãos angolanos “para que participem ativamente na sensibilização dos cidadãos em idade eleitoral para a atualização dos seus dados eleitorais, como condição essencial para o exercício pleno do direito de voto em 2027”.
A UNITA saúda ainda a recepção que teve por parte da população do Uíge, onde regressou para a reunião do Comité Permanente, sem incidentes, depois dos confrontos entre a polícia e militantes numa actividade partidária, no mesmo local, a 8 de Agosto.