Governo da Namíbia negoceia com a Ethiopian Airlines para relançar companhia aérea nacional – Correio da Kianda
O Ministério das Obras Públicas e Transportes da Namíbia confirmou que está em conversações avançadas com a Ethiopian Airlines para estabelecer uma cooperação técnica e estratégica, visando a retoma da companhia aérea nacional. A declaração do executivo surge após a divulgação de relatórios na imprensa que geraram forte debate público e levantaram preocupações sobre o nível de controlo estrangeiro na futura operadora de aviação do país vizinho de Angola.
Em comunicado oficial, o porta-voz executivo do ministério namibiano, Jonas Sheelongo, garantiu que o governo está firmemente empenhado em explorar diversas formas de cooperação técnica, mas salvaguardando sempre que as competências locais e os interesses nacionais permaneçam no centro de qualquer acordo futuro. De acordo com o responsável, as discussões com a Ethiopian Airlines, bem como com operadores de aviação nacionais, têm tido um carácter estritamente técnico e analítico, não existindo ainda qualquer compromisso vinculativo assinado entre as partes envolvidas.
Evitar o colapso financeiro do passado
O porta-voz sublinhou que a prioridade máxima destas consultas bilaterais é assegurar que as falhas de gestão que culminaram no colapso financeiro e no encerramento definitivo da antiga Air Namibia sejam evitadas a todo o custo na estruturação e operação desta nova companhia aérea estatal. O governo namibiano procura, deste modo, desenhar um modelo de negócio sustentável que responda às necessidades de conectividade aérea da região sem sobrecarregar o erário público.
Esclarecimento sobre documento interno
Por outro lado, o Ministério das Obras Públicas e Transportes demarcou-se publicamente de um memorando interno que tem circulado nas redes sociais e em vários órgãos de comunicação social. O documento em causa sugeria a existência de um pré-acordo para um contrato de gestão com a Ethiopian Airlines e estimava que a nova transportadora nacional registaria prejuízos financeiros durante os primeiros cinco anos de actividade.
Jonas Sheelongo desmentiu categoricamente a validade do documento, afirmando que a instituição não o reconhece como um reflexo oficial, autorizado ou preciso das suas deliberações e posições actuais. O responsável concluiu referindo que as informações contidas no referido memorando não devem ser tratadas como factuais, reforçando o compromisso de transparência em todo o processo de negociação.
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