Luanda reúne líderes africanos para reforçar respostas aos conflitos no continente – Correio da Kianda
Luanda reúne, este fim-de-semana, líderes africanos para discutir o reforço dos mecanismos de prevenção e resolução de conflitos no continente, numa cimeira que pretende transformar compromissos políticos em respostas mais concretas para os desafios da paz e segurança.
A XXI Sessão Extraordinária da Conferência dos Chefes de Estado e de Governo da União Africana realiza-se no dia 30 de Agosto, sob o lema “Reforço dos Mecanismos de Prevenção e Resolução de Conflitos em África”, segundo a informação oficial da organização.
O encontro será antecedido, no dia 29 de Agosto, pela 26.ª Sessão Extraordinária do Conselho Executivo da União Africana, que reúne os ministros responsáveis pelas Relações Exteriores dos Estados-membros e deverá preparar os documentos e decisões a serem submetidos aos Chefes de Estado e de Governo.
A cimeira pretende reforçar a capacidade colectiva do continente para antecipar, prevenir, gerir e resolver conflitos, num contexto marcado por crises políticas, conflitos armados, terrorismo, extremismo violento e outras ameaças à estabilidade.
Entre as prioridades está a redinamização da Arquitectura Africana de Paz e Segurança (APSA), com maior aposta numa diplomacia preventiva, coordenada e atempada, capaz de actuar antes da escalada das crises.
As discussões deverão igualmente estar alinhadas com o Roteiro para Silenciar as Armas até 2030 e com os objectivos da Agenda 2063, que estabelece a visão de longo prazo para a transformação e integração do continente.
Para especialistas, o encontro poderá reforçar o princípio de que “os conflitos africanos devem ter soluções africanas”, permitindo ao continente aumentar a sua autonomia na prevenção e resolução das próprias crises, sem excluir a cooperação com parceiros internacionais.
A realização da cimeira em Luanda reforça também o papel de Angola na agenda continental de paz e segurança, tendo em conta o mandato do Presidente João Lourenço enquanto Campeão da União Africana para a Paz e Reconciliação.
A expectativa é que o encontro produza mecanismos e compromissos capazes de tornar as respostas africanas às crises mais rápidas, coordenadas e eficazes, reforçando a capacidade do continente de prevenir conflitos antes que estes evoluam para situações de maior gravidade.