Sismo de 7,4 mata 71 pessoas na Colômbia e Governo decreta desastre nacional – Correio da Kianda
Um sismo de magnitude 7,4 abalou o oeste da Colômbia, provocando pelo menos 71 mortos, dezenas de feridos e deixando um número ainda indeterminado de pessoas soterradas nos escombros de edifícios que desabaram.
Perante a dimensão da tragédia, o Governo colombiano decretou “desastre nacional”, enquanto as equipas de emergência continuam no terreno à procura de sobreviventes e a avaliar os danos provocados pelo forte tremor de terra.
Segundo dados divulgados pela Associação Colombiana de Capitais, Asocapitales, o maior número de vítimas foi registado no departamento de Risaralda, com 40 mortos. Outros 27 morreram no departamento de Valle del Cauca, onde está localizada a cidade de Cali, enquanto quatro mortes foram registadas em Chocó.
O balanço representa uma subida significativa em relação às primeiras informações das autoridades, que apontavam para 20 mortos.
O sismo é considerado pelas autoridades como o mais forte registado na Colômbia na última década. Além das mortes, provocou feridos, destruição de edifícios e obrigou à evacuação de várias habitações em cidades próximas de Bogotá.
De acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) e o Serviço Geológico Colombiano, o epicentro foi localizado próximo de San José del Palmar, no departamento de Chocó, uma comunidade com cerca de 4.800 habitantes situada a aproximadamente 400 quilómetros a oeste de Bogotá.
O tremor ocorreu a uma profundidade estimada em 107 quilómetros e também foi sentido no Equador e no Panamá, embora, segundo as informações disponíveis, os danos nesses dois países tenham sido reduzidos.
Equipas de emergência, forças de segurança e moradores continuam a procurar vítimas entre os escombros dos edifícios destruídos, enquanto as autoridades avaliam a possibilidade de novos desabamentos e outros impactos provocados pelo sismo.
O Ministro do Interior colombiano informou que mais de 20 municípios foram atingidos pelo fenómeno.
As autoridades mantêm operações de socorro e avaliação dos danos, numa altura em que o número de vítimas poderá ainda aumentar devido à existência de pessoas que permanecem presas sob os escombros.