Executivo quer acabar com uso de barcos sem condições na pesca artesanal – Correio da Kianda
O Executivo pretende reforçar as medidas para reduzir o uso de embarcações sem condições adequadas na pesca artesanal, uma realidade que continua a preocupar as autoridades do sector por representar riscos para a segurança dos pescadores e para a organização da actividade.
A preocupação foi manifestada pela ministra das Pescas e Recursos Marinhos, Carmen do Sacramento Neto, que defende a modernização das embarcações tradicionais, aliada à formação dos tripulantes sobre segurança marítima e conhecimentos básicos de navegação.
Segundo a governante, muitos pescadores ainda exercem a actividade em meios sem condições suficientes, situação que aumenta a exposição a acidentes no mar e limita o desenvolvimento sustentável da pesca artesanal.
Carmen do Sacramento Neto chamou igualmente atenção para a necessidade de melhorar a preparação dos tripulantes, destacando que a falta de conhecimentos sobre o ambiente marítimo constitui um dos desafios que o sector precisa ultrapassar.
Para a ministra, o crescimento da pesca artesanal deve ser acompanhado por investimentos na capacitação dos pescadores, na melhoria dos equipamentos e na organização das cooperativas.
A responsável apontou que ainda existem desafios por resolver, sobretudo nos municípios de Porto Amboim e Sumbe, onde é necessário reforçar as condições de trabalho das comunidades piscatórias.
A estratégia do Executivo inclui o reforço das infra-estruturas de apoio à pesca artesanal através do Programa Nacional para o Desenvolvimento das Vilas Piscatórias, que prevê a criação de melhores condições para as comunidades dependentes da actividade.
Para Carmen do Sacramento Neto, a modernização da pesca artesanal não passa apenas pelo aumento da produção, mas também pela garantia de que os pescadores tenham meios seguros, formação adequada e melhores condições para exercerem a actividade.