OMA quer mulheres mais informadas e participativas nas eleições de 2027 – Correio da Kianda
A Organização da Mulher Angolana (OMA) pretende reforçar a preparação das mulheres para o próximo ciclo político nacional, apostando numa comunicação mais eficaz, formação política e maior domínio das ferramentas digitais, tendo em vista as eleições gerais de 2027.
A secretária-geral da organização, Emília Carlota Dias, afirmou que a participação feminina no processo eleitoral exige mulheres mais informadas, capacitadas e envolvidas, não apenas como eleitoras, mas também como agentes de mobilização e comunicação nas comunidades.
Segundo a dirigente, a preparação para o IX Congresso Ordinário do MPLA e para as eleições gerais representa um desafio estratégico para a OMA, numa altura em que o país se aproxima de uma nova etapa de decisão política.
Emília Carlota Dias defende que, por constituírem a maioria da população angolana, as mulheres devem estar preparadas para compreender os desafios nacionais, participar activamente no debate político e contribuir para a transmissão de informação junto das comunidades.
A responsável alertou que a falta de informação e preparação pode limitar a capacidade de intervenção das mulheres, razão pela qual considera fundamental apostar na formação política e no uso das plataformas digitais como instrumentos de mobilização e participação cívica.
As declarações foram feitas durante a abertura do primeiro Seminário Nacional de Capacitação em Comunicação, Marketing Político e Digital, que reúne responsáveis dos departamentos de Informação e Novas Tecnologias dos comités provinciais da OMA.
A iniciativa pretende fortalecer as competências de comunicação das estruturas femininas da organização e prepará-las para os desafios políticos dos próximos anos, com foco no aumento da participação das mulheres no processo eleitoral de 2027.