Ministro Carlos dos Santos desafia banca nacional a investir nas infraestruturas rodoviárias – Correio da Kianda
O ministro das Obras Públicas, Urbanismo e Habitação, Carlos dos Santos, desafiou nesta segunda-feira, em Luanda, o sector bancário a apoiar as empresas nacionais envolvidas das empreitadas de construção de infraestruturas rodoviásrias.
Carlos dos Santos, que discursava no encerramento da cerimónia de assinatura de memorando de entendimento de estudos para a construção da segunda Auto-Estrada nacional, que ligará o Oeste ao Leste do país, começou por afirmar que o país ainda debate-se com um “desafio grande”, no que a construção de infraestruturas rodoviárias diz respeito, pois apenas 40% da malha rodoviária nacional foi construída no pós-Independência.
“No ciclo programático 2017-2027 em que foi aprovado o novo plano rodoviário nacional, destacamos a reabilitação de 3.800 km de Estradas Nacionais, a conservação de 7.396 km de Estrada, a asfaltagem de 487 KM de vias urbanas, a construção e reabilitação de cerca de 4000 metros lineares de pontes e a montagem de 2.800 metros lineares de pontes metálicas”, disse.
O objectivo, disse o governante, foi de eliminar os pontos críticos e reforço das actividades de conservação de estradas para a melhoria da segurança rodoviária e na mobilidade de pessoas e bens.
“Apesar dos desafios que ainda persitem no domínio da conservação da extensa malha rodoviária que o nosso país tem, os investimentos realizados permitiram reforçar a integração entre todos nós, reforçar a acessibilidade entre as províncias e os municípios e reduzir os vários riscos que ainda tínhamos”, afirmou.
O ministro disse ainda que existem acções em curso, para a efectivação desta melhoria, como apresentação, em 2024, do estudo para a construção da primeira auto-estrada do país, que ligará o norte ao sul.
“Hoje assistimos a assinatura do acto do Oeste para o Leste, visando acima de tudo, termos infraestruturas seguras e fortes que asseguram a inter-ligação e estimulam o investimento privado e consolida uma plataforma regional de desenvolvimento e uma agradável competitividade”, ressaltou.
Carlos dos Santos disse ainda que o empresariado nacional é chamado a intervir, como parceiro do Estado na materialização de planos de implementação de infraestruturas rodoviárias no país.
“lançamos também um forte apelo à nossa banca, que aqui temos a possibilidade de de financiarmos acções que têm, seguramente, retorno e que podem constituir uma maior dinamica para a economia nacional”, afirmou, acrescentando ainda a construção de estradas é para alavancar a economia, dinamizar as acções de outros projectos como da agricultura, energia, águas entre outros, cujo desenvolvimento depende da existência de infraestruturas rodoviárias.