Eurodeputado Francisco Assis exige libertação de Domingos Simões Pereira na Guiné-Bissau – Correio da Kianda
O eurodeputado do Partido Socialista de Portugal, Francisco Assis, manifestou publicamente uma profunda preocupação com o rumo dos acontecimentos políticos na Guiné-Bissau. O foco principal do alerta reside na recente detenção de Domingos Simões Pereira, actual presidente da Assembleia Nacional Popular e antigo primeiro-ministro daquele país lusófono, que regressou à prisão nos últimos dias.
De acordo com um vídeo publicado na sua página oficial na rede social Facebook, o eurodeputado afirmou que a decisão que conduziu Domingos Simões Pereira novamente à cadeia é de carácter inteiramente arbitrário, tendo sido tomada por uma instância judicial que o eurodeputado descreve como estando “ferida de ilegitimidade”. O parlamentar europeu enfatizou que a situação actual do líder guineense é de extrema gravidade, salientando que a sua integridade física e a sua própria vida correm riscos imediatos no actual contexto de detenção.
O político português argumentou que a comunidade internacional não pode permanecer indiferente a este cenário, defendendo que existe uma responsabilidade colectiva de exercer pressão diplomática sobre as autoridades de Bissau. Para Assis, o caso ultrapassa os limites da esfera jurídica interna, exigindo uma reacção célere e firme em nome da salvaguarda dos direitos fundamentais.
Exigência de uma campanha internacional de solidariedade
Face à gravidade do quadro descrito, o eurodeputado apelou à mobilização urgente e à criação de uma campanha internacional com o objectivo de exigir a libertação imediata de Domingos Simões Pereira. Segundo o deputado europeu, esta iniciativa deve congregar todos os actores internacionais comprometidos com a preservação dos valores da democracia, do Estado de direito e do respeito escrupuloso pelos direitos humanos na Guiné-Bissau.
Francisco Assis reiterou que a trajectória política de Simões Pereira tem sido marcada pela dedicação ao seu país e ao seu povo, justificando assim uma acção concertada global para reverter o actual cenário de reclusão. O apelo surge num momento de acrescida atenção internacional sobre a estabilidade governativa e institucional na África Ocidental.