Candidatos defendem Justiça forte para travar a corrupção em São Tomé e Príncipe – Correio da Kianda
A necessidade de uma Justiça mais forte e independente para combater a corrupção dominou o primeiro e único debate entre os quatro candidatos à Presidência de São Tomé e Príncipe, realizado esta terça-feira, 15, a poucos dias das eleições marcadas para domingo.
Os concorrentes foram unânimes em considerar a corrupção um dos principais problemas do país e defenderam reformas no sistema judicial como condição para garantir maior confiança nas instituições, estimular a economia e atrair investimentos.
O candidato Nito d’Abreu classificou a corrupção como “a maior catástrofe que o país tem vivido neste meio século de independência”, defendendo que o actual funcionamento da Justiça tem afastado potenciais investidores.
O actual Presidente da República e candidato à reeleição, Carlos Vila Nova, afirmou que nenhum investidor coloca recursos num país onde os tribunais não funcionam de forma eficaz. Para o chefe de Estado, é necessário transformar a Justiça numa “causa nacional”.
Já o jurista Eugénio Tiny considerou a corrupção uma “ferida cancerosa” que está a prejudicar o desenvolvimento de São Tomé e Príncipe, argumentando que uma Justiça forte depende também de uma economia saudável.
Por sua vez, o advogado Miques João denunciou a existência de interferências políticas nos tribunais e apontou a corrupção como um “flagelo nacional” que exige respostas urgentes.
Durante o debate, transmitido pela Televisão São-Tomense (TVS), os quatro candidatos comprometeram-se a respeitar os resultados eleitorais e garantiram que, caso sejam eleitos, irão promover uma coabitação institucional com o Governo que resultar da vontade popular.
Os presidenciáveis reforçaram ainda que o Presidente da República não governa directamente o país, mas pode influenciar políticas públicas e contribuir para a estabilidade institucional.